Grupos de mães


Há uns posts atrás falei de um grupo de amigas que conheci durante o meu curso de Hypnobirthing em Brisbane em 2012. 

As nossas noites de 5feira tornaram-se um ritual de amizade, cumplicidade e aprendizagem. Sessões de 4h, durante 4 semanas num ambiente fantástico e tranquilo.  Como referi anteriormente, fomos os primeiros dos nossos amigos aqui em Brisbane a esperar um bebé e estávamos completamente sozinhos nesta aventura.

Este grupo de pais que conhecemos durante o curso estavam também todos a espera do primeiro bebé. A nossa forma de estar, a nossa filosofia de parto, o nosso estado de espírito era o mesmo, e as circunstancias que nos levaram ali também. 

Na Austrália, quando se tem um bebé, é normal fazer-se parte de um grupo de mães.

No centro de saúde local, após a primeira consulta do bebé por volta das 6-8 semanas, surge a pergunta pelo pessoal médico - enfermeiras, parteiras ou médico de família – se quer fazer parte do grupo de mães da sua localidade.

Estas mães tiveram todas bebés na mesma altura, dentro do mesmo mês, e vão-se encontrar de início numa sala do posto de saúde, e depois as amizades começam a formar-se, as similaridades encontram-se e o grupo muda-se para o parque, para um jardim, para casa umas das outras e muitas vezes encontram-se amigos para uma vida. 

No meu caso as similaridades foram bem mais que termos acabado de ter um bebé pela primeira vez. Tínhamos todas a mesma forma de estar, procuramos apoio para teremos um parto tranquilo e aprendemos Hypnobirthing  juntas.

Ainda estávamos todas a meio da gravidez, partilhámos estas últimas semanas juntas e esperámos pela hora do nascimento de cada bebé ansiosas e curiosas para saber se tudo o que tínhamos aprendido tinha resultado.

10 experiências diferentes, 10 mães diferentes e 10 bebés que tiveram cada um a sua maneira de vir ao mundo, mas o Hypnobirthing funcionou e deu-nos o bem estar e a calma que nos tanto esperávamos. 

Passaram quase 6 anos (update March 2018) que nos encontrámos pela primeira vez – costumamos ter um jantar de aniversário porque ninguém se esquece daquela primeira sessão de Hypnobirthing – e continuamos a nos encontrar e falar regularmente. Já não há os encontros marcados como no inicio, mas há os encontros e os telefonemas espontâneos, de amigas de longa data. Os nossos filhos, primeiros, segundos e terceiros (já temos 3 “fornadas” de hypnobabies) brincam desde sempre, mas isto nem é o mais importante. 

O importante foi ter apoio.  Foi poder criar um grupo secreto no facebook e poder perguntar que raio é um cócó verde às 4 da manha e ter 5 ou 6 respostas na hora.

Foi perguntar como se usa a bomba xpto, qual o melhor pediatra ou qual o quiropráta que é especializado em bebés, ou porque é que o cabelo ainda esta a cair e entupir o ralo do chuveiro. Perguntas fúteis, perguntas importantes, desabafos e gargalhadas, e centenas de fotografias dos nossos bebés foram partilhadas.

Estivemos sempre juntas. 

Não houve isolamento numa altura tão importante como a de ter acabado de ter um bebé pela primeira vez.

A depressão pós parto atinge em média 1/10 mães. Nós escápamos à estatística!

Em 21 bebés (10 + 9 + 2 até agora!) não houve casos de depressão pôs parto, e não foi por acaso. 

Há imensos estudos e investigação sobre a ligação entre o resultado final do parto e depressão pós parto e stress pós traumático. 

Nós tivemos partos positivos, com resultados todos muito diferentes - nascimentos “by the book”, emergências, pélvicos, nascimentos no carro a caminho da maternidade, nascimentos em casa - mas o mais importante foi sentirmo-nos no poder da situação, estávamos informadas, preparadas e aceitamos e lidamos com o percurso de cada nascimento com controlo e tranquilidade.

Isto é hypnobirthing!

Sei que não é prática corrente do Serviço Nacional de Saúde, de colocar as mães em contacto umas com as outras, mas podem-no fazer particularmente, e é tão fácil com social media nos dias de hoje.

Se fizerem um curso pre parto, tentem criar um grupo para se poderem apoiar umas às outras quando os bebés chegarem.  É tão importante ter este apoio de quem esta a passar por tudo ao mesmo tempo.

Sim, é óptimo ter os amigos e familiares por perto, mas estes não estão a sentir na pele o que vocês estão a sentir naquele momento.

Fica aqui uma sugestão e a minha experiência de um grupo de mães que se fizeram amigas para a vida. 

Se quiserem divulgar a vossa experiência e/ou vosso grupo, deixem mensagem aqui ou pelo Facebook!

Carin

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