Responsabilidade partilhada: médicos e família

O ultimo HypnoBlog post foi de certo um dos mais polémicos.

Ver Exames Vaginais: uma intervenção desnecessária

O exame pélvico, exame vaginal, o famoso “toque” é uma instituição nos cuidados de saúde maternos e o artigo que defende que este exame é desnecessário e facultativo, e que inúmera algumas razões porque a futura mãe o pode recusar, gerou imensa controvérsia.

O comentário geral foi de indignação:

“Desnecessário?!”

“Mas posso recusar?!”

“Mas não é necessário saber se há dilatação a partir de x semanas de gestação?! ”

“Não é necessário verificar a dilatação quando se da entrada no hospital?!”

Não.

São desnecessários, facultativos e honestamente, não ajudam em nada, salvo raras excepções.

Alguns comentários de apoio:

“Estou para ver quem o médico que vai obrigar a despir numa consulta de rotina! Ah!”

“Não é por saber que estou mais ou menos dilatada que o meu bebé vai vir mais cedo”

“Exame invasivo com consequências como qualquer outra intervenção”

Mas o melhor comentário de todos foi o que uma amiga obstetra, actualmente na Bélgica, me mandou por email quando leu o artigo:

“Se os médicos em vez de seguirem regras e protocolos escritos nos anos 50 como fossem papiros sagrados e questionassem um pouco o que fazem, porque fazem, e se parassem um pouco para informar as futuras mães que estão a por a saúde delas e dos seus filhos nas suas mãos, estaríamos no caminho certo.

A culpa não é só dos médicos, a população em geral tem de mudar a sua visão dos profissionais de saúde. Não são Deuses! As famílias têm o poder de questionar e ponderar tudo, a mentalidade do ”médico é que sabe” tem de acabar, porque uma coisa que o médico não sabe de certeza é o que a família, a mãe quer.

Ver mais Re-pensando os cuidados de

maternidade: de paciente para consumidora

O médico tem a responsabilidade de se actualizar, de actuar de acordo com as ultimas pesquisas e resultados de trials, tem a responsabilidade de aconselhar a família o melhor que pode e acima de tudo “do no harm”.

A informação esta toda aí, na internet, na tv, nas revistas, em todo o lado… So não se informa quem não quer e mantem a postura passiva de confiar cegamente num médico que é apenas humano. “

Concordo plenamente!

A responsabilidade do caminho que os cuidados maternos seguem não é só da responsabilidade do profissional de saúde, dos protocolos e das Instituições de saúde que acolhem as futuras mães.

É também da família que o escolhe, da informação que essa família reuniu durante a gestação.

“Ah e tal, nem toda a gente tem acesso a informação”. Tem sim….

Os centros de saúde deverão ter toda a informação actualizada e disponível para dar as famílias. Quase toda a gente tem acesso a um smart phone.

Free Wifi há em qualquer centro comercial.

Há computadores e revistas de especialidade nas bibliotecas publicas…a informação está toda disponível.

As experiências de parto negativas que ocorrem – partos traumáticos, cirurgias e intervenções desnecessárias, falta de diálogo - não podem ser totalmente da responsabilidade dos profissionais e instituições de saúde.

Há que empoderar – uma palavra muito na moda hoje em dia – as famílias.

Há que retomar o poder das decisões de um momento tao importante como o nascimento de um filho é.

Voltando aos comentários, a grande maioria das mensagens que recebi foram de indignação e de sentimento de desinformação .

“ Mas como é que ninguém nunca me disse que eram facultativos, que poderia recusar?”

“ Nunca me disseram sequer para que era, foi sempre assim com todos os bebés”

Este é um comportamento tipicamente passivo em que se deixa a equipa medica tomar conta do acontecimento mais importante das nossas vidas. Ninguém disse “isto” ou “aquilo”?!

Será que perguntou? Será que os questionou?

Em Hypnobirthing seguimos a técnica BRAN para avaliar intervenções, exames, procedimentos, protocolos, tudo o que fuja da “normalidade/naturalidade” de uma gravidez e nascimento saudáveis.

B – Quais os Beneficios?

R – Quais os Riscos?

A – Quais as Alternativas

N – E se não fizermos Nada ?

Hypnobirthing não é só o curso da moda, tão popular por esse mundo fora ajudando famílias a ter experiências positivas de parto, mas é também uma ferramenta de informação, de empoderamento fantástica que a vai acompanhar muito para alem da gravidez, parto e primeiros meses.

Hypnobirthing é sem duvida uma filosofia de vida que nasce com uma gravidez, com um nascimento…

Mais informações sobre Hypnobubs aqui.

Sera que vai ser possível ver esta tendência mudar nos próximos anos, décadas?

Tenho esperança que sim.

A quantidade de webpages de informação e apoio a gravidez tem crescido exponencialmente. Associações, grupos de apoio – físicos e online –, profissionais de saúde especializados – doulas, CAMs, educadores pre e pos parto - são uma fonte imensa de informação.

Tem é que haver essa vontade de saber mais, essa vontade de questionar, essa curiosidade de saber o

porque das coisas.

Fica aqui um tema para debate.

Carin

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