Hypnobirthing nas Etapas do Trabalho de parto

Quando descobri que estava grávida pela primeira vez em 2012 os sentimentos foram uma mistura de surpresa, excitação, terror, ansiedade…do tipo” “wow!”, ”Como é que eu vou fazer isto?!”

O facto de me encontrar do outro lado do mundo – literalmente – da minha família e amigos de longa data e sermos o primeiro casal a engravidar do nosso grupo de amigos aqui em Brisbane talvez tenha contribuído para o factor “como é que vou fazer isto?!”.

Mas hey, metade do mundo faz isto e eu também o iria fazer, com uma perna às costas…Era essa a minha determinação e como vejo desafios de uma maneira geral.

Começou a maratona de informação sobre a gravidez. As aulas de CTV do 10 ano vieram curiosamente a memória e todos os termos de anatomia e genética ficaram bem presentes de novo. Sempre adorei biologia e ciência no geral.

Livros e mais livros, vídeos e mais vídeos… descontraí um bocado, estava tudo sobre controlo.

Comecei a sentir o Liam muito cedo, 13-14 semanas mas nada de o “ver”. Só tive uma barriguinha de “grande almoço” lá para as 24-25 semanas – depois dessa altura explodi!

Quando finalmente começo a ver a minha barriga a crescer, sentir e até ver os pontapés do meu bebé, todo ficou muito real de repente… “ok, até agora tudo tem estado a correr lindamente, estou a adorar estar grávida, mas como é q este bebé vai sair daqui?!”

Foi nessa altura que descobri o Hypnobirthing e decidimos que era a melhor forma para nos prepararmos para a chegada deste bebé.

Esta altura coincidiu com a tour da maternidade e com a chegada do pacote de informação da maternidade e OB.


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cursos de prepracao para o parto hypnobubs

Todas as minhas dúvidas eram normalmente discutidas com o meu OB – decidi ter um Obstetra privado mesmo tendo uma gravidez de baixo risco, porque tinha seguro de saúde que o permitia, porque já conhecia o meu OB e confiava nele e não sabia muito bem como o sistema funcionava aqui na Austrália (fomos os primeiros a engravidar no nosso grupo de amigos).

Mais tarde soube que temos a excelente opção de podermos ser acompanhadas apenas por Parteiras, uma em particular ou por um grupo de parteiras, que trabalham muito de perto com OBs, claro. As gravidezes de baixo risco podem e devem ser acompanhadas por uma parteira que dá o acompanhamento durante toda a gravidez e parto. Porque procurar um médico especialista que está treinado para gravidezes de alto risco quando não temos qualquer risco? Mas isto é um tema para outro post … ;)

Durante as aulas de Hypnobirthing todas as dúvidas que surgiam também eram discutidas e esclarecidas. O nosso curso de preparação pré parto não foi uma workshop de um dia ou de um fim de semana…foram 4 sessões ao longo de um mês que nos ajudou a interiorizar e treinar as técnicas de Hypnobirthing com o nosso parceiro de parto e ao longo desse mês muitas dúvidas iam surgindo, para além de amizades para a vida.

Ver mais em Grupo de mães

A questão mais pertinente era: como vai ser o parto? Como é que tudo acontece? Quais são as fases do parto? Eramos todas mães de primeira viagem, a dúvidas era geral!

O que aprendemos também nas aulas de Hypnobirthing para além das fases de trabalho de parto foi como o Hypnobirthing funciona e ajuda a mãe durante o trabalho de parto.

E é isso que vou partilhar convosco aqui.

Deixo-vos uma tradução livre da informação sobre o trabalho de parto que recolhi da maternidade Mater Mothers – onde tive os meus bebés - e do meu OB, e como o Hypnobirthing ajuda a mãe nas diferentes fases (a azul).

Esta maternidade acabou de registar uma média de 28 bebés por dia, com mais de 10 000 bebés nascidos no ano de 2016. A taxa de intervenção neste hospital/maternidade com atendimento privado e público, é bastante baixa com um índice de acompanhamento da gravidez por parteiras rondando os 70%.

Hypnobirthing nas Etapas do Trabalho de parto

Cada parto é diferente e pessoal para cada mulher. Para mães pela primeira vez, o trabalho de parto pode durar cerca de 12 a 24 horas, enquanto as mães que estão na sua segunda ou subsequente gravidez o trabalho de parto pode durar cerca de sete horas.

Trabalho de parto pode ser dividido em três etapas.

Primeira etapa

A primeira fase do trabalho de parto é geralmente a mais longa, tendo uma média de 8 a 16 horas para um primeiro bebé e 3 a 10 horas para uma segunda ou subsequente gravidez. As contracções do trabalho de parto são responsáveis ​​pelo amolecimento e afinamento do colo do útero e pela sua dilatação a 100%.

Em Hypnobirthing tentamos ao máximo excluir palavras, termos que são normalmente associados a dor, intervenção médica e visualização de procedimentos de emergência. Tudo isto influência a mente da mãe que está extramente susceptível a qualquer sugestão durante a gravidez e parto.

Não usamos o termo “contracção” mas sim “ondas de pressão”, não só porque é um termo mais agradável mas porque é o que a mãe sente. A mãe não sente o útero a contrair, a mãe sente uma onda de pressão sobre o seu abdómen.

Outro termo que não usamos são “x cm de dilatação”, não só porque sem uma régua dentro da mãe é impossível saber ao certo qual a dilatação, mas porque exames pélvicos – ver exames pélvicos - são intervenções que tentamos que não aconteçam por rotina ou sem razão médica. Há outras formas de verificar dilatação se a mãe o desejar sem que seja feito este exame invasivo, sem precisão e desnecessário, salvo raros casos. Usamos % em vez de cm: 4cm de dilatação para uma hypnomum, 40% dilatada.

Ver mais em “Dilatação - como verificar sem verificar

Existem três fases na primeira etapa do trabalho e que incluem:

• A fase-geral, latente ou pré parto, esta fase, é a mais longa e pode ser a parte menos desconfortável do trabalho de parto. O colo do útero pode levar semanas, dias ou horas para adelgaçar e pode vir com contracções leves. As contracções podem ser regulares ou irregularmente espaçadas, ou até pode nem dar conta que estão a ocorrer. Trabalho de parto é dito estar «estabelecido», quando o colo do útero esta 40% dilatado e as contracções são regulares e fortes.

Ao sentir que o bebé está prestes a dar o sinal de “GO”, a hypnomum tenta relaxar ao máximo e continuar com a sua vida como normal. É normal uma hypnomum não se aperceber que está nesta fase – eu ignorei tudo completamente até a transição, por duas vezes!

As faixas de afirmações e de relaxamento ajudam a mente da mãe a relaxar e desligar dos avisos que o corpo vai dando. Tudo é normal, o bebé está quase a chegar, já chegámos ao mês de nascimento e o parto está perto.

Em Hypnobirthing evitamos falar de data prevista/data de nascimento. Ao focar nessa data a mãe cria uma ansiedade muito maior em relação ao nascimento e tudo o que é “ruido” e desnecessário atrapalha. O bebé pode perfeitamente estar “pronto” às 38 semanas gestacionais como só às 42! Temos aqui pelo menos um mês de diferença, por isso, mais semana menos semana, focamos no mês de nascimento. Ajuda imenso a deixar narizes intrometidos de fora de estranhos/familiares/amigos que começam a telefonar todos os dias para saber se o bebé já nasceu ;)

Com esta etapa do trabalho de parto a evoluir a faixa de afirmações e as páginas de visualizações são as técnicas mais aconselhadas. Ao ouvir as afirmações a mãe reestabelece a confiança no seu corpo e na sua mente. O parceiro de parto começa o seu papel activo tornando o ambiente à sua volta calmo e tranquilo, desligando telefones e barulhos desnecessários ou pondo uma boa comédia romântica na tv e ver filme com a mãe. Nesta fase a mãe precisa de toda a oxitocina que puder… rir, namorar, estar debaixo de uma luz ambiente sem grandes focos vai ajudar muito. A oxitocina é libertada quando há amor no ar e a adrenalina, a hormona que se tenta repelir nesta fase, adrenalina, não é libertada nestas condições. A sensação de medo, de fugir, de pânico não existe quando se beija quem se ama, certo?

Ver mais em "O papel das hormonas no parto"

• A fase activa de trabalho de parto considera-se estabelecida quando é marcada por fortes contracções, por vezes desconfortáveis e que tendem a ocorrer em torno de três ou quatro minutos de intervalo e podem durar até um minuto ou mais. Esta fase prossegue até que o colo do útero dilata a cerca de 70%, geralmente a uma taxa de 10% por hora na presença de contracções fortes.

As ondas de pressão começam a ser intensas e a mãe vai começar a focar nessas ondas e deixar-se ir com elas, para cima e para baixo, como se de uma onda no mar, na praia, se tratasse. A faixa de áudio Surge of the Sea é simplesmente perfeita para esta fase.

A mãe pode escolher entrar e sair deste estado de relaxamento quando desejar ou manter-se nele por toda a fase.

Nesta fase é importante que o parceiro de parto seja a sua voz.

Durante toda a gravidez treinaram juntos e ele/a saberá ler a mãe perfeitamente e saberá o que ela quererá dizer com uma palavra, ou um som. Pode significar reduzir luzes, agua, mudar de posição… O parceiro de parto é essencial para fazer com que as vontades da mãe sejam respeitadas sem que ela seja incomodada.

Imagine-se que está a tentar focar, relaxar no seu corpo, deixar que se abra para receber o seu bebé e de repente entra uma enfermeira no quarto, acende a luz para perguntar se está tudo bem, ou se quer água.

Não é necessário explicar em exaustão o que acontece, mas a mãe poderá perder o seu foco, a oxitocina pára de fluir, adrenalina chega de rompante e as ondas de pressão tornam-se um pesadelo. Quando uma mãe pretende usar Hypnobirthing o seu plano de parto deverá ser discutido exaustivamente com a equipa médica e um sinal na porta é por vezes afixado para dar a saber a equipa médica que se está a no meio de um hypnobirth, pedindo que não abram a porta sem bater, para que não haja entradas de pessoas desnecessárias e para que não acendam as luzes. São pedidos que não são difíceis de aceitar, nem que vão contra qualquer protocolo hospitalar. Requer apenas compreensão e informação da equipa médica. Para eles é bem melhor que a mãe esteja na sua “bubble” porque até significa menos trabalho para eles!

Muitos Hospitais pelo mundo fora já treinam as suas enf ob/parteiras em Hypnobirthing e estes pedidos são muito facilmente aceites.

Ver mais em Daily Mail UK: Can hypnosis REALLY beat the pain of giving birth? The NHS think so and are training more midwives in 'hypnobirthing'

• A fase de transição do trabalho de parto chega quando as contracções se tornam mais intensas, frequentes e desconfortáveis. Pode sentir como as contracções não estão mais espaçadas, mas estão a encontrar-se cada vez mais. Ou pode sentir nenhuma destas coisas. Algumas mães acham que suas contracções estão a durar 1 a 1 minuto de meio e ocorrem a cada dois a três minutos. Você pode se sentir instável, ter arrepios com que com gripe, doente. O colo do útero ainda pode demorar cerca de 1 a 3 horas a estar 100% dilatado.

Não é raro sentir um forte desejo de ir a casa de banho quando a cabeça do bebé empurra contra o recto. O seu profissional de saúde pode verificar o colo do útero para garantir que ele está totalmente dilatado antes de começar a empurrar. Pode sentir uma forte vontade de empurrar o bebé. Os músculos na parte superior do seu útero estão a pressionar para baixo na parte inferior do seu bebé e a sua cabeça está a pressionar contra o colo do útero. Enquanto a cabeça do bebé desce, exerce pressão sobre o colo do útero, ajudando ainda mais a dilatação. A dilatação do colo do útero não pode ocorrer a uma taxa constante e, geralmente, a dilatação de 0% a 50% leva muito mais tempo do que a partir de 50% a 100%. Geralmente, quanto mais forte e mais frequentes são as contracções , mais reactivo o colo será na dilatação.

Se o trabalho de parto é lento, se a mãe se sentir cansada e houver qualquer preocupação com o bebé, o profissional de saúde que a acompanha pode recomendar tratamento adicional para ajudar o progresso do trabalho.

Ver mais em "Vamos falar sobre indução"

Deverá ser dada uma explicação clara da razão da proposta, o que está envolvido com a ajuda na progressão do trabalho de parto e será obtido o seu consentimento informado. Podem sugerir rebentar membranas durante um exame vaginal, se isso ainda não aconteceu. Isso é muitas vezes suficiente para fazer com tudo comece a “progredir”. Se não, pode ser oferecida uma hormona chamada Syntocinon que irá incentivar as contrações. O Syntocinon é aumentada a cada 30 minutos até que as contracções sejam eficazes (regulares e intensas). Quando o colo do útero está “totalmente dilatado” a segunda etapa começa.

Transição é caracterizada por aquela sensação de “não posso mais”, “quero sair daqui!”

Adrenalina aos montes!!! Esta “injecção” de adrenalina tem a sua função: dar a mãe um reforço de energia para a etapa seguinte.

Esta é fase onde tudo pode cair por terra. Ao deixar a adrenalina tomar conta do corpo, o trabalho de parto vai desacelerar ou mesmo parar por algum tempo. As equipas médicas não gostam muito disto e começam a falar em ajudar o trabalho de parto a fluir com sugestões de indução. Toda a indução que uma hypnomum precisa é calma e tranquilidade. Só o facto de mencionar progressão, atrapalha! Ao voltar-se para o seu corpo, ao estar num ambiente acolhedor, com as pessoas em quem confia, sem grandes alaridos nem algazarras, a oxitocina volta a fluir e tudo volta a progredir.

E acontece tão frequentemente. A mãe tem estado em casa, no seu ninho, a controlar as suas ondas de

pressão, estão ritmadas, frequentes, tudo a correr lindamente. De repente vai para um carro, está frio, há transito, está desconfortável, entra num hospital que só por si assusta, está numa sala estranha cheia de pessoas estranhas, com cheiros estranhos…. só apetece fugir, certo?! Adrenalina ao máximo! É normal que o trabalho de parto desacelere ou pare! E estava tudo a correr tão bem em casa e onde estão as ondas de pressão agora….? Surge a conversa de indução….que também assusta!

(Eu cheguei a maternidade já em transição sem saber, das duas vezes! Mega choque! Nem sequer estava a espera que os bebés viessem tão cedo! Eu estava tão bem….39s certinhas. Recordo-me de uma parteira dizer para o meu marido me dar umas beijocas para relaxar e ainda nos fartamos de rir, que também ajuda imenso! Tive os meus bebés em 2-3h de chegar a Maternidade).

É aqui que o hypnobirthing funciona com mais evidência. Numa etapa onde a grande maioria das mães perde o controlo, onde a gestão da dor entra em funcionamento, nota-se que as Hypnomums começam a “focar para dentro”, começam-se a retirar do espaço onde estão, começam a entrar no relaxamento profundo que a auto hipnose lhes ensinou a entrar rapidamente durante toda a gravidez… As ondas de pressão são contínuas, umas a seguir as outras e a mãe pode não “emergir” dessas ondas… pode-se deixar estar. Na etapa anterior, a mãe poderá entrar na sua “bubble” enquanto sente uma onda de pressão e voltar a sala apos finalizada. Nesta etapa a mãe pode perfeitamente continuar nesta “ausência” ate ao bebé nascer.

O parceiro de parto é fundamental mais uma vez para poder ser a voz da mãe, para assegurar que não seja incomodada e fazer tudo para que o seu estado de espirito não se altere. E se alterar, o parceiro de parto tem todas as ferramentas para ajudar a mãe a entrar no seu corpo de parto e focar no seu bebé de novo. A massagem de toque suave, a leitura das afirmações, ou mesmo os guiões de auto hipnose. Na viagem para a maternidade, se optarem por parto hospitalar, cabe ao parceiro de parto ajudar a fazer essa transição o mais suave possível.

Cabe ao parceiro de parto guiar a mãe nesta viagem quando ela se perde. Mudar de posição é bastante comum e benéfico nesta fase até encontrar uma posição confortável. O grande momento está bem perto.

Segunda etapa

Esta fase começa quando o colo do útero está totalmente dilatado e dura até o nascimento do bebé. A maioria das mulheres sente um forte desejo de empurrar. A sua parteira ou obstetra irá orientá-la, se necessário.

Encontrar uma posição em que se sinta confortável e que fará com que o trabalho de parto ou a expulsão seja mais fácil para si. Pode querer estar na cama com as costas apoiadas com almofadas, ou em pé, sentada, ajoelhada ou agachada. Cócoras requer alguma prática, se não está acostumada. Se estiver muito cansada, pode ser mais confortável estar deitada de lado ao invés de sentar-se. Se tem sentido dores nas costas durante o trabalho de parto, apoiando-se nos joelhos e mãos – de gatas - pode ser útil. A mãe decide. Experimente algumas dessas posições nas suas aulas de preparação pré parto ou em casa para descobrir quais são as posições mais confortáveis para si.

Provavelmente sente vontade de empurrar o bebé cada vez que sente uma contracção. O seu corpo irá dizer-lhe como. Esta etapa é um trabalho árduo, mas a sua enfermeira/parteira e o seu parceiro de parto irão ajudá-la, fazendo sugestões e encorajando-a. O seu parceiro de parto pode lhe dar muito apoio nesta altura e a sua parteira irá mantê-la informado sobre o que está a acontecer. Esta etapa pode levar até duas horas, por isso ajuda estar informada e acompanhada emocionalmente.

Com a cabeça do bebé a aproximar-se, pode colocar a sua mão para tentar senti-lo, ou olhar num espelho.

Quando a cabeça do bebé está quase a coroar e a mãe estiver sobre o efeito de anestesia epidural, o seu obstetra ou parteira poderão ter de direcionar a mãe para a expulsão. Esta condução da expulsão do bebé acontece quando a mãe esta sobre anestesia e não sente a vontade instintiva de empurrar. Os profissionais de saúde só deverão direcionar/comandar esta fase na ausência de instinto maternal de expulsão.

Poderão pedir-lhe para parar de empurrar, a empurrar muito suavemente, ou para soprar um par de respirações curtas rápidas, expirando pela boca. Isso é para que a cabeça do bebé pode nascer lentamente, dando a pele e os músculos do períneo (a área entre a vagina e o ânus) tempo de esticar sem se rasgar. Poderá haver uma sensação de ardor na pele que é o alongamento. Às vezes a pele do períneo não estica o suficiente e pode rasgar, ou pode haver uma necessidade de o bebé nascer mais depressa, caso em que, a parteira ou médico irá pedir sua permissão para dar-lhe um anestésico local e corte na pele para fazer a abertura maior. Deverá ser dada uma explicação clara da razão da proposta, o que está envolvido e será obtido o seu consentimento informado. Isso é uma episiotomia. Depois disso, o corte ou rasgo é suturado novamente e cura rapidamente.

Ver mais em Cascata de intervenções

Uma vez que a cabeça do bebé nasce, a maior parte do trabalho de parto esta feito. Com um empurrar mais suave o corpo do bebé nasce muito rapidamente e facilmente. O seu bebé vai geralmente ser colocado na sua barriga antes do cordão ser cortado, de modo que o possa sentir e ter contacto pele-a pele imediatamente. Contacto pele a pele é incentivada para todos os bebés.

O bebé pode nascer com um pouco do seu sangue e talvez coberto de vernix branco, gorduroso, que actua como uma protecção da pele do bebé ainda no útero. Às vezes, algum muco tem que ser removido do nariz e boca do bebé ou algum oxigénio dado a incentivar o bebé a respirar de forma eficaz. Se o bebé necessitar de mais assistência, o bebé não deve ser mantido longe da mãe por mais tempo do que o necessário.

A segunda fase do trabalho de parto é a grande recompensa de todo o trabalho feito durante a gravidez. Esta prestes a nascer uma mãe e um bebé.

Devido a sua habilidade de entrar em relaxamento profundo quando uma onda de pressão começa, é normal observar a mãe a “retirar-se” da sala e a ficar calada e mais calma ao entrar nesta fase.

As faixas áudio de afirmações são bastante recomendadas no começo desta fase para ajudar a mãe a focar-se no seu corpo de parto. O desejo de empurrar o bebé vem instintivamente e com esse instinto vem o movimento, a vocalização e quase sempre o grande sorriso da hypnomum que sabe que o seu bebé esta a momentos de entrar neste mundo.

Hypnobirthing não significa parto sem dor, embora nas centenas de relatos de hypnomums são raras as vezes que a dor é mencionada. Hypnobirthing ensina muitas técnicas para gerir a dor/pressão durante o parto. Por vezes a mãe pode procurar alivio da dor por meio de gás, epidural ou outros métodos. Quando a mãe esta sobre efeito de uma anestesia epidural, os instintos de expulsão são reduzidos (no caso de epidurais moveis) ou mesmo inexistentes (no caso de uma epidural normal). Nesse caso, o parceiro de parto e a equipa médica devem-se assegurar de quando surge uma onda de pressão e ajudar a direccionar a expulsão. A gestão da dor pode ser bastante importante para que a mãe tenha uma experiencia positiva.

Nesta fase a mãe visualiza que o caminho já esta percorrido, agora só falta abrir a porta para entrar no mundo da maternidade. As visualizações, as afirmações dão a forca, o equilíbrio e resistência a mãe para abrir essa porta e receber o seu bebé num ambiente calmo e tranquilo.

Quando a cabeça do bebé começa a coroar, a mãe irá instintivamente posicionar-se da melhor maneira para o receber. As ondas de pressão serão fortes, será importante continuar o nível de relaxamento para não quebrar a produção hormonal de endorfinas e oxitocina. Apos a expulsão da cabeça do bebé, o resto do seu corpo virá facilmente. Quando a expulsão do bebé ocorre no seu tempo, sem pressas, respeitando o instinto da mãe, lacerações são raras ou mínimas. Há que dar tempo para que o corpo se abra para receber este bebé.

Terceira etapa

Depois do bebé nascer, mais contracções vão empurrar a placenta. Esta etapa geralmente leva cerca de 10 minutos, mas pode demorar até uma hora. Após discussão para a informar dos riscos e benefícios, o seu medico ou enfermeira parteira pode sugerir dar-lhe uma injecção de oxitocina na coxa, logo após o nascimento, isto é a terceira fase ativa. A injecção ajuda o útero a contrair e ajuda a prevenir a hemorragia pós-parto. Pode preferir não ter a injeção no início e esperar e ver se é necessário. A mãe poderá escolher uma terceira fase fisiológica deixando a placenta nascer naturalmente, mas sempre com a supervisão da equipa medica para que não haja hemorragia extrema ou retenção da placenta. Todas as intervenções devem ser discutidas com o seu profissional de saúde e registadas no seu o seu plano de parto.

Com o bebé nos braços a hypnomum vai-se encher de oxitocina e vai deixar que a sua placenta desça sem intervenção, 3ª fase fisiológica. O útero vai contrair e fazer com que a placenta e restos de membranas sejam expulsos naturalmente. Para que isso aconteça há que respeitar esta primeira hora tão importante para mãe e bebé – ver 1 hora sem distúrbio

O fluxo de ocitocina aumenta com a proximidade do bebé, no contacto pele a pele, em cheirar a cabeça do bebé, no toque da sua pele e nas primeiras tentativas de amamentação. Até contar os dedinhos do bebé ou descobrir pela primeira o sexo do seu bebé faz com que o corpo da mãe se encha de amor e a nossa hormona preferida percorra o seu corpo sem qualquer obstáculo.

O cordão umbilical deverá ser deixado intacto até deixar de pulsar e passar ao bebé parte do sangue que a placenta reteve. A placenta retém cerca de 30% do sangue que pertence ao bebé.

Após o clampeamento do cordão, a placenta será expulsa fisiologicamente, ou activamente, se a equipa médica achar que há risco de hemorragia materna. Nesse caso Syntocin será injectado na ame e a placenta será expelida com o auxilio da equipa medica.

Nesta altura, quando a equipa médica está pronta para dar como terminado o parto, para a mãe tudo acaba de começar e há que respeitar o silêncio, a calma, a tranquilidade. Tudo o que não é urgente pode esperar. É uma família que acabou de nascer, ou uma família que recebe mais um filho, e um momento único que não se irá repetir de novo e que não deve ser perturbado.

Ver mais em "Benefícios de uma primeira hora sem perturbações após o nascimento"

Hypnobirthing tem ajudado centenas de famílias a atingirem o objectivo de nascimentos calmos, tranquilos e experiencias positivas e enriquecedoras.

Dê a si mesma uma oportunidade de saber mais sobre Hypnobirthing e visite as páginas de relatos de nascimento, vídeos de nascimento, biblioteca digital (áudio, vídeo, livros) e contacte-nos sobre qualquer duvida!

Os cursos de preparação para o parto Hypnobubs estao online e prontos para a ajudar a obter uma experiencia positiva, um parto calmo e tranquilo.

http://www.matermothers.org.au/journey/childbirth/the-three-stages-of-labour

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